sábado, 21 de outubro de 2017

Santa Cruz visita o Brasil-RS para seguir vivo e não ver adversários distanciarem do Z4


Apesar de todo o drama da situação coral na Série B, o elenco fala em não se entregar enquanto houver chance. Ainda mais porque a próxima rodada é contra o Luverdense, adversário direto. Entretanto, pensar
mais à frente pode ser prejudicial. Talvez olhar para outras ocasiões em que o clube conseguiu sair de situações complicadas seja o melhor. Lembrar que o time só depende das suas forças. “Temos que acreditar no impossível e não podemos desistir. A história do Santa mostra que tudo é possível”, lembrou o zagueiro Guilherme Mattis.

O pensamento positivo e em saídas de situações complicadas deve ser uma inspiração também para o técnico Marcelo Martelotte montar o time. Ele não terá os meias João Paulo, Natan e Thiago Primão para a partida por conta de lesão e armar o meio de campo coral, ao menos no setor de criação, é algo bem complicado. Além desses desfalques, ele não contará com o atacante Bruno Paulo e abandonar o 4-4-2, adotado na última partida, e voltar ao 4-3-3 pode ser uma opção. 

Adversário

O Brasil de Pelotas encara a partida como uma oportunidade de se afastar de vez da zona de rebaixamento. Com 38 pontos e ocupando a 11ª posição, o Xavante vem de um empate dentro de casa com o América-MG. Para esta partida, o técnico Clemer terá os retornos de Teco, Marlon e Marcinho, mas por outro lado não terá o volante Leandro Leite. 

Ficha do jogo

Brasil-RS

Marcelo Pitol; Éder Sciola, Leandro Camilo, Evaldo (Teco) e Marlon; João Afonso, Nem, Marcinho e Elias (Misael); Lincom. Técnico: Clemer. 

Santa Cruz

Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Guilherme Mattis e Yuri; Wellington Cézar, Derley, André Luis e William Barbio (Augusto); Grafite e Ricardo Bueno. Técnico: Marcelo Martelotte. 

Horário: 16h30 (horário do Recife)
Estádio: Bento Freitas, em Pelotas
Árbitro: Marcos Mateus Pereira (MS)
Assistentes: Leandro dos Santos Ruberdo (MS) e Daiane Carolina Munis dos Santos (MS)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Com Durval poupado e integração de Mena garantida, Sport está pronto para jogo

Yuri de Lira /Diario de Pernambuco 

 Vanderlei Luxemburgo montou o mesmo time nos dois treinos passados, mas nesta quarta-feira os jogadores participaram apenas de um recreativo. No CT do Sport, a ausência foi Durval, que havia ganho a posição na zaga para Ronaldo Alves. Com faringite, o zagueiro foi poupado das atividades, embora esteja à disposição para enfrentar o Vitória nesta quinta, no Barradão. O treinador espera agora só Mena, que estava a serviço do Chile nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

 Segundo a assessoria de imprensa do Sport, Durval foi poupado das atividades devido ao calor, mas embarca nesta tarde para Salvador e não será desfalque para a partida com o Vitória. Já Mena, que não enfrentou o Brasil em São Paulo na última terça-feira e fciou apenas na reserva do Chile, é aguardado na capital baiana ainda nesta quarta ou na própria quinta, a depender da logística da seleção chilena e pode entrar em campo.

Contra o Vitória, Rithely e Sander irão cumprir “gancho” por terem recebido o terceiro cartão amarelo. Dois atletas que estavam suspensos, porém, retornam: Diego Souza e Patrick. Esse último tinha treinando como ponta, enquanto o prata da casa Evandro fazia a lateral esquerda. A partir da entrada de Mena, Patrick pode ser recuado para a lateral, enquanto o chileno cumpriria papel ofensivo na beirada. Outra mudança será no ataque: Osvaldo ganhou o lugar de Rogério.

"O time vai ser este (do treino) e o Mena entrando no lugar do Evandro", disse Luxemburgo. Assim, o Sport terá a seguinte escalação para o compromisso na Bahia: Magrão; Raul Prata, Durval, Henríquez e Patrick; Anselmo, Wesley, Osvaldo, Mena e Diego Souza; André.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Matemática e história jogam contra Santa Cruz e Náutico na luta contra o rebaixamento

João de Andrade Neto /Superesportes 

Restando dez rodadas para o término da Série B, o fantasma do rebaixamento nunca foi tão real para Santa Cruz e, sobretudo, Náutico. Não bastasse o futebol pouco convincente, a matemática e a história também jogam contra. O Superesportes passou um pente fino em todas as edições da competição na era dos pontos corridos (desde 2006) e observou que dos 44 times que frequentavam a zona de queda a essa altura do campeonato, apenas 11 conseguiram evitar o descenso. Média de um por ano. E desses casos, somente dois podem servir de inspiração para os tricolores. Para os alvirrubros, nem isso.

Após a derrota para o Goiás, os timbus voltaram a ficar a 11 pontos da saída do Z4. Nunca uma equipe conseguiu tirar uma diferença tão grande restando apenas dez rodadas a serem disputadas. Aliás, nem perto disso.

Desde 2006, as duas maiores diferenças retiradas por um time que estava no Z4, a dez rodadas para o fim da competição, foram de cinco pontos. Menos da metade do que o Náutico precisa. O número também representa o atual déficit tricolor para o Luverdense, 16º colocado.

As façanhas couberam a Bragantino, em 2012, e Ceará, em 2015. Dos dois, o que mais se assemelha ao atual cenário coral é o do primeiro, que também estava na 18ª colocação, assim como o Santa. Os cearenses figuravam em 17º. 

Não por acaso, os paulistas também conseguiram a maior arrancada de um time do Z4 nas dez últimas rodadas, com 66,6% de aproveitamento. O rendimento do Ceará foi de 63,3%. Os dois fecharam a Série B com dois pontos a mais que o 17º colocado. 

O técnico do Santa, Marcelo Martelotte, calcula em 45 pontos a margem de segurança para a manutenção do clube na Série B. Pontuação que segundo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) dá uma segurança de 16%. Somando atualmente 29 pontos, os tricolores precisarão assim de um rendimento de 53,3% para alcançar essa marca. O atua é de 34,5%. 

Nem na Série A

Voltando ao Náutico, o percentual da salvação timbu beira o impossível. Tanto que nunca aconteceu. Para chegar a 45 pontos, os alvirrubros terão que ter um aproveitamento de 73,3%. Bem superior, por exemplo, ao do líder Internacional, que ao longo da Série B somou 64,3% dos seus pontos. 

Para não deixar os alvirrubros mais teimosos sem ter alguma esperança, a reportagem precisou mudar de divisão. Pela Série A, o Fluminense conseguiu em 2009 a até hoje mais improvável de todas as fugas de rebaixamento, obtendo incríveis 80% de rendimento nas dez rodadas finais (sete vitórias e três empates). Porém, na ocasião, a diferença para o 16º colocado era de oito, e não de 11 pontos. 

Ou seja, a essa altura, uma permanência do Náutico, além de histórica, passaria a ser referência para todos os desesperados. Para conseguir o milagre da permanência, o Timbu terá que quebrar todas as calculadoras.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Com boas lembranças do Serra Dourada, Náutico faz 'decisão' contra o Goiás

João de Andrade Neto /Superesportes 

Para contrariar os prognósticos e evitar o rebaixamento, o Náutico sabe que não basta apenas vencer os cinco jogos que restam como mandante na Série B. Somar pontos como visitante também é questão de sobrevivência. Sendo assim, os alvirrubros terão nesta sexta-feira um dos seus compromissos mais importantes na competição, ao encarar o Goiás, primeiro time fora da zona de queda, às 21h30, no Serra Dourada.

Em caso de vitória, a diferença para a saída do Z4 pode voltar a casa acessível dos cinco pontos, com dez rodadas ainda a serem jogadas. Porém, mais um tropeço fora de casa, se não sacramenta matematicamente a Série C, terá um peso inevitável na confiança. De time e torcida.

E para um compromisso tão importante, qualquer aspecto positivo é válido. Um deles está atrelado ao local da partida. Foi no Serra Dourada que o Náutico conseguiu sua última vitória como visitante nesta Série B. Na ocasião, em um cenário ainda mais improvável, contra um até então vice-líder Vila Nova, sob o comando do técnico interino Levi Culpi.

Contratado na véspera, Roberto Fernandes assistiu a partida do Recife. No banco de reservas, o treinador timbu só acumula derrotas fora de Pernambuco, para América-MG, Ceará, Oeste e Paraná Clube.

E se desta vez o Náutico volta ao Serra Dourada não para enfrentar um time que busca o acesso e sim para um confronto direto, os muitos problemas na preparação da partida tornam a missão de Roberto Fernandes ainda mais complicada. Ao todo, o treinador não pôde contar com seis jogadores para a "decisão" frente o Goiás: com os zagueiros Breno Calixto e Léo Carioca, o lateral-esquerdo Ávila, além dos atacantes Iago, Rafael Oliveira e Vinícius vetados pelo departamento médico.
 
Os dois últimos, com os casos mais graves, estão fora do restante da temporada. O primeiro devido a um rompimento do ligamento cruzado do joelho direito, enquanto o segundo devido a problemas nas costas.
 
Outra diferença é que, se contra o Vila, o Náutico não sofre a pressão da torcida, já que os donos da casa pagavam punição com portões fechados, desta vez a expectativa é de uma boa presença de torcedores do Goiás. Até pelo aspecto de decisão do encontro. 
  
Por tudo isso, a palavra mais usada pelo comandante alvirrubro ao longo da semana foi "superação". "Não me iludo com a posição do Goiás na tabela. É uma equipe muita experiente. Será um jogo durissímo, dificílimo. A palavra que mais repeti contra o Boa (vitória por 2 a 0) foi superação. E só assim para poder conquistar também essa vitória", destacou o treinador.

Ficha do jogo

Goiás
Marcelo Rangel; Pedro Bambu, Fábio Sanches, Alex Alves e Carlinhos; Victor Bolt, Elyeser e Léo Sena; Carlos Eduardo, Júnior Viçosa e Nathan. Técnico: Hélio dos Anjos.

Náutico
Jefferson; Suelinton (David), Aislan, Feliphe Gabriel e Manoel; Amaral, Diego Miranda e Giovanni; Dico, William (Gilmar) e Rafinha. Técnico: Roberto Fernandes.

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO).
Horário: 21h30
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS)
Assistentes: Lúcio Beiersdorf Flor e Leirson Peng Martins (ambos do RS)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Seleção volta a La Paz para enfrentar seu rival mais difícil nas eliminatórias


  Globo Esporte
A seleção vai enfrentar nesta quinta-feira o seu adversário mais difícil nas eliminatórias. Se a campanha da Bolívia, com apenas 13 pontos ganhos e já sem chances de classificação para a Copa do Mundo não assusta, os 3.640 metros de La Paz tornam o rival muito mais complicado. E é capaz de produzir uma estatística interessante.

No total, as duas seleções se enfrentaram sete vezes na cidade (veja no quadro abaixo). São quatro vitórias da Bolívia, sendo três pelas eliminatórias, um empate e duas vitórias do Brasil. O retrospecto surpreendeu o técnico Tite. O único triunfo na altitude pelas eliminatórias foi há 36 anos, em fevereiro de 1981 (reveja no vídeo acima). Já a última vitória da Seleção em La Paz foi há 20 anos, na final da Copa América de 1997.
- A altitude faz efeito. A Bolívia venceu ainda os seus últimos três jogos em casa pelas eliminatórias. Esses dados me chamaram atenção. É um desafio nosso como equipe, de desempenho alto. Técnico cobra desempenho, resultado é consequência. Essas variáveis nós temos condições de ajustar - frisou Tite. 

A primeira derrota do Brasil na história das eliminatórias foi justamente para a Bolívia em La Paz: 2 a 0 em 1993. As outras duas foram em 2001 (3 a 1) e 2009 (2 a 1). Rivais mais tradicionais como Chile, Argentina, Equador e Paraguai, por exemplo, só conseguiram derrotar a Seleção duas vezes na competição.
- Não podemos entrar com nível de concentração e mobilização mais baixo. Ou tecnicamente e taticamente abaixo como no primeiro tempo contra o Equador. Felizmente aprendemos - analisou. 

Para o jogo desta quinta-feira, o treinador vai fazer duas mudanças por opção e uma forçada. Novamente titular e destaque do Liverpool após a negociação frustrada com o Barcelona, Philippe Coutinho volta ao time na vaga de Willian. Na defesa, Thiago Silva entra no lugar de Marquinhos por opção do treinador visando fortalecer o grupo. Já na lateral-esquerda, Alex Sandro entra na vaga de Marcelo, cortado por lesão. 

Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz.
Data e horário: quinta-feira, às 17h (de Brasília).
Provável escalação: Alisson, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Alex Sandro; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.
Pendurados: Miranda, Casemiro, Paulinho, Renato Augusto, Neymar, Gabriel Jesus, Daniel Alves e Fernandinho.
Arbitragem: Fernando Rapallini, auxiliado por Diego Bonfá e Gabriel Chade (todos da Argentina).
Transmissão: TV Globo (Galvão Bueno, Casagrande, Ronaldo e Arnaldo Cézar Coelho), SporTV (Milton Leite, Maurício Noriega e Muricy Ramalho) e GloboEsporte.com

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Com psicológico fragilizado, atletas do Náutico vão passar por ajuda profissional

Por Eryck Gomes, Recife

Após ver a distância para sair da zona do rebaixamento aumentar de cinco para nove pontos, o astral do Náutico caiu um pouco. Tanto os jogadores quanto o técnico Roberto Fernandes falaram sobre o momento da equipe, que vem de três derrotas seguidas. Para ampliar o foco do grupo, o comandante do alvirrubro solicitou ajuda à diretoria para contratar um profissional para trabalhar a mente dos atletas. Principalmente nas questões de comprometimento, confiança e liderança, essenciais para enfrentar os desafios a seguir.
- Com relação ao lado psicológico, conversei com Ítalo, solicitei à diretoria a vinda de um profissional que possa fazer um trabalho mais direcionado e mais profissional no que diz respeito a trabalhar a cabeça. Nós temos hoje de três a quatro pontos que se nós não admitirmos que vem nos atrapalhando, não vamos evoluir. Temos que atacar profissionalmente para ter um perfil psicológico no jogo melhor do que vem tendo no momento em que sofre um gol.
No trabalho diário, o técnico Roberto Fernandes identificou quatro pontos que atrapalham o desempenho. O principal problema tem sido a falta de poder de reação. A equipe não se reergue ao tomar um gol.
- Um é a questão da confiança, e essa questão está ligada a medo. São seres humanos. E eles estão vendo a bola de neve aumentar. É óbvio que passa na cabeça de todos nós o rebaixamento, e isso causa medo e o medo te inibe. O cara com medo não arrisca, e o Náutico tem ousado pouco nas partidas. Depois o comprometimento. Se estou comprometido, se acontece um revés, tenho que lutar para reverter o quadro. O Náutico acusa o golpe. Outro é a falta na nossa equipe de um líder nato. O Amaral goza de total confiança minha, mas não tem aquele perfil tipo Dunga, é mais tipo Cafu. Quando ele percebe algo errado, ele expõe para que eu corrija.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Em duelo regional, Santa Cruz terá maior desafio na Série B sob o comando de Martelotte

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

 O duelo entre Ceará e Santa Cruz já foi mais importante. Na temporada passada movimentou as quartas de final da Copa do Nordeste, competição que o Santa Cruz conquistou em 2016 e o Ceará levou em 2015. A expectativa é que ambos estivessem brigando por uma vaga no G4, mas o Tricolor do Arruda vem brigando na parte de baixo da tabela e o Ceará na parte de cima. Objetivos diferentes e que só criam mais expectativa pelo duelo das 19h15 desta terça-feira.

O técnico Marcelo Martelotte tem bons motivos para enxergar o adversário com bons olhos. Em 2015, quando comandou o time coral no acesso à Série A, o Santa Cruz teve várias partidas memoráveis. As vitórias contra Bahia e Botafogo, ambas fora de casa, são algumas delas. Mas o técnico também não esqueceu como foi importante vencer o Ceará naquele ano como mandante. A vitória por 2 a 1 na Arena de Pernambuco, através de um gol de Vitor, manteve o time na briga.

“Aquele jogo foi fundamental para nossa campanha. Pelos objetivos que tínhamos era fundamental que a gente vencesse. O Ceará brigava no fim da tabela e tivemos muita dificuldade para vencer o Ceará naquele momento”, lembrou. 

Apesar da diferença na posição da tabela, Martelotte não vê os adversários desta rodada muito à frente do Santa Cruz no quesito técnico. Ele acredita que a confiança da equipe está bem melhor. Algo que lhe dá liberdade para não pensar na classificação neste momento. O técnico afirmou que o desejo é focar totalmente na partida contra os cearenses e, por enquanto, esquecer que existem outros três times com os mesmos 28 pontos do Santa Cruz

“Essa situação que quatro times na mesma pontuação com dois dentro e dois fora da zona mostra o equilíbrio do campeonato. Eu entendo que não tem nada definido enquanto a isso. O mais importante é termos essa preocupação com esse jogo, independentemente de situação de tabela. É fundamental que a gente tente na nossa casa buscando a vitória. Sabemos que esse jogo tem uma importância fundamental.”

Time

Martelotte poderia repetir a escalação que utilizou nos dois primeiros jogos como técnico do Santa Cruz e utilizar o entrosamento que vem dando ao time. O técnico confirmou os retornos do volante Derley, que estava lesionado, e do meia João Paulo, que estava suspenso, mas manteve Wellington Cézar. Assim, os sacados da equipe foram o atacante Bruno Paulo e o volante João Ananias.

Adversário

O Ceará está colado no G4 e apenas a um ponto de voltar à zona de classificação à Série A em 2018. Porém, tem que torcer para o Vila Nova e o Paraná tropeçarem dentro de casa. Algo improvável já que os alagoanos recebem o CRB e os paranaenses serão os adversários do Náutico. Um fator que é mais provável é o Ceará conseguir algum ponto no Arruda. O time tem 17 pontos conquistados fora de casa e é o quarto melhor visitante da Série B.

Ficha do jogo

Santa Cruz

Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; Wellington Cézar, Derley e Thiago Primão; André Luis, João Paulo e Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte. 

Ceará

Everson; Tiago Cametá, Rafael Pereira, Luiz Otávio e Romário;  Raul, Pedro Ken e Lima (Ricardinho); Lelê, Elton e Richardson. Técnico: Marcelo Chamusca.

Data: 26/9/17
Estádio: Arruda
Horário: 19h15
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)
Assistentes: João Luiz Coelho de Albuquerque (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
Ingressos: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Para confirmar nova fase, Santa Cruz visita o Londrina com pretensão de somar pontos

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

Foram oito jogos sem vitória (sendo seis derrotas) até finalmente voltar a vencer na última rodada contra o Goiás. A maré, aos poucos, parece estar virando no Arruda. Para afastar de vez a má fase, e consequentemente se afastar do Z4, somar algum ponto no estádio do Café às 21h30 desta sexta-feira é importantíssimo para o Santa Cruz. Uma chance de engatar uma sequência realmente positiva.

Com um empate e uma vitória nos dois jogos sob o comando de Marcelo Martelotte, o sentimento é que o ambiente vai ficando mais positivo a cada dia que se passa e o time vem se adaptando ao modo que o comandante quer ver o time em campo. Por isso, um bom resultado, ou seja, somar pontos em Londrina, é visto como algo quase que obrigatório para confirmar essa evolução.

O problema é que o Santa Cruz tem um grande fator para superar. Voltar a vencer fora de casa, o que não ocorre desde a sétima rodada, quando superou o Ceará, adversário da próxima terça-feira, por 3 a 1 no Castelão. Desde então, foram cinco derrotas, três empates e apenas três gols marcados contra 13 sofridos. Números nada animadores. 

Ao menos o adversário não é nenhum bicho papão dentro de casa. Em 12 jogos foram apenas quatro vitórias, cinco empates e três derrotas. Dados que provam que a campanha do Tubarão, que soma 33 pontos e ocupa a décima posição, poderia ser bem melhor na competição. Algo que o Santa Cruz tem que aproveitar para sair sem ser derrotado e que poderá ser crucial para sequência de jogos após o duelo desta sexta-feira que terá Ceará (c), Internacional (f), América-MG (c) e Figueirense (f). 

Time

Sem João Paulo, suspenso, e Derley, vetado após lesão no tornozelo, o técnico Marcelo Martelotte não testou muitas opções. Escalou Bruno Paulo na ponta e Wellington Cézar na cabeça de área. André Luis chegou a ser dúvida, mas está recuperado após sair sentindo dores musculares contra o Goiás e ter saído do treino após uma pancada no joelho. 

Adversário

O Londrina terá mudanças e não apenas por suspensões ou lesões. O técnico Claudio Tencati quer “sacudir” a equipe e escalou uma equipe bem ofensiva. Tencati trocou o volante Rômulo pelo atacante Safira e Jardel voltou ao meio de campo no lugar de Rafael Gava. A intenção é deixar Safira e Carlos Henrique mais fixos e fazer com que Celsinho e Arthur, que marcou dois gols no Arruda no primeiro turno, alimentem os atacantes. 

Ficha do Jogo

Londrina
César; Reginaldo, Dirceu, Edson Silva e Quaresma (Ayrton); Germano, Jardel e Celsinho; Artur, Safira e Carlos Henrique. Técnico: Cláudio Tencati.

Santa Cruz
Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; João Ananias, Wellington Cézar e Thiago Primão; Bruno Paulo, André Luis e Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.

Data: 22/9/17
Estádio: do Café, em Londrina
Horário: 21h30
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Assistentes: Herman Brummel Vani (SP) e Vitor Carmona Mestestaine (SP)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Em fases turbulentas, Sport e Ponte Preta decidem vaga nas quartas da Sul-Americana


A situação da Ponte não é muito diferente, com apenas um triunfo nos últimos nove jogos. Assim como aconteceu com o Sport, os recentes resultados da Macaca também a levaram para perto da zona de rebaixamento da Série A. O baque dentro de casa para o lanterna Atlético-GO, no último sábado, foi o estopim para a demissão do treinador Gilson Kleina. Com quatro passagens pelo clube, Oswaldo Alvarez deve assumir o comando da equipe. Por enquanto, o interino João Brigatti é quem escala o time.

Sem correr mais riscos

Diante de uma Ponte Preta em semelhante declínio, o Sport do técnico Vanderlei Luxemburgo tenta não se complicar para poder ser o primeiro clube nordestino a chegar às quartas de final da Sul-Americana. Os confrontos anteriores nesta Sula fazem o alerta ser ligado no clube. Isso porque, apesar de ter construído vantagens consideráveis nas partidas em casa nas duas fases anteriores do torneio, o Rubro-negro sempre correu muitos riscos nos duelos de volta e quase deixa a classificação escapar.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Com Tardelli e Jemerson, Seleção Brasileira tem quatro novidades contra Bolívia e Chile

Gazeta Press

 O técnico da Seleção Brasileira, Tite, divulgou nesta sexta-feira, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, os convocados para os duelos com Bolívia e Chile, nos dias 5 e 10 de outubro, pelas últimas duas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018. As novidades na lista de 24 jogadores são o zagueiro Jemerson, o lateral-direito Danilo, o meio-campista Fred e o atacante Diego Tardelli.

Em relação à última convocação,ficaram de fora, portanto, nomes como Fagner, do Corinthians, Rodrigo Caio, do São Paulo, e Taison, do Shakhtar Donetsk.

Esta foi a oitava convocação de Tite, a sexta pelas Eliminatórias. Os treinamentos serão realizados na Granja Comary, em Teresópolis. No dia 4, a delegação embarca para a cidade de Santa Cruz de la Sierra, onde vai dormir. A viagem para a altitude de La Paz ocorrerá apenas no dia da partida. No primeiro turno, o Brasil goleou a Bolívia por 5 a 0, em Natal.

Com o Palestra Itália de palco, o jogo contra o Chile será o último da Seleção nas Eliminatórias para o Mundial da Rússia. Os atuais campeões sul-americanos foram os únicos a derrotarem o Brasil no torneio: 2 a 0, em Santiago, na estreia da competição, ainda sob o comando de Dunga.

Já classificado para a Copa do Mundo, o Brasil também tem o primeiro lugar das Eliminatórias garantido, com 37 pontos ganhos em 16 partidas. Uruguai (27), Colômbia (26) e Peru (24) vêm na sequência e figuram, por enquanto, na zona de classificação direta para o Mundial. A Argentina ocupa a quinta posição, que dá direito a disputar a repescagem contra a Nova Zelândia, campeã das Eliminatórias da Oceania.

Com Tite, a Seleção está invicta nas Eliminatórias, com nove vitórias e um empate. A única derrota da equipe com o treinador ocorreu diante da Argentina, por 1 a 0, em amistoso disputado na Austrália, em junho.

Confira a lista com os 24 convocados:

Goleiros:

Alisson (Roma)
Ederson (Manchester City)
Cássio (Corinthians)

Laterais:

Daniel Alves (PSG)
Danilo (Manchester City)
Marcelo (Real Madrid)
Filipe Luis (Atlético de Madrid)

Zagueiros:

Marquinhos (PSG)
Miranda (Inter de Milão)
Thiago Silva (PSG)
Jemerson (Monaco)

Meio-campistas:

Fred (Shakhtar Donetsk)

Arthur (Grêmio)
Diego (Flamengo)
Casemiro (Real Madrid)
Fernandinho (Manchester City)
Paulinho (Barcelona)
Renato Augusto (Beijing Guoan)
Philippe Coutinho (Liverpool)
Willian (Chelsea)

Atacantes:

Diego Tardelli (Shandong Luneng)
Neymar (PSG)
Gabriel Jesus (Manchester City)
Roberto Firmino (Liverpool)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Em crise, Sport recebe a Ponte Preta por feito inédito do Nordeste na Copa Sul-Americana

postado em 13/09/2017 08:40 / atualizado em 13/09/2017 08:42
Imerso no seu pior momento na Série A e em acentuada queda de produção, o Sport dá uma pausa no campeonato nacional para jogar a Sul-Americana. Na Ilha do Retiro, o Rubro-negro recebe a Ponte Preta às 19h15 desta quarta-feira no primeiro de dois duelos pelas oitavas de final do torneio continental. O Leão, assim como qualquer outra equipe do Nordeste, conseguiu passar dessa fase. Para dar o primeiro passo rumo ao feito histórico, o time de Vanderlei Luxemburgo deve superar o período conturbado, a desconfiança e desfalques importantes.
Sem vencer há seis jogos e vindo de três derrotas, a meta do Rubro-negro na Série A começou a mudar. Após um primeiro turno na zona de classificação à Libertadores, o Sport já vive assombrado pela aproximação da zona de rebaixamento. Mas ainda não esquece as pretensões ousadas de participar da Liberta no ano que vem - seja pela via agora mais espinhosa do Brasileiro, ou pela mais rápida da Sul-Americana.

O Sport, porém, nunca chegou nem perto do título da Sula, conquista que concede vaga automática na Libertadores. No máximo, alcançou essa mesma oitavas de final. Duas vezes: em 2013 e 2015, quando foi eliminado para o Libertad-PAR e Huracán-ARG - respectivamente. Agora, o time tem pela frente nesta etapa uma Ponte que já havia enfrentado duas vezes no ano, pela Série A. Em ambas as oportunidades, o Rubro-negro tropeçou. Primeiro foi goleado por 4 a 0 na estreia, em Campinas. Na abertura do returno, ficou no 0 a 0 com a Macaca, na Ilha.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Técnico confirma time titular do Santa Cruz e explica testes antes de jogo contra o ABC


A principal possibilidade que Martelotte testou durante a semana foi a alteração da formação tática. O técnico testou o 4-4-2 por várias vezes, mas decidiu voltar para o 4-3-3 por não acreditar que o time ainda está pronto para jogar em outra formação. Fato que não dará a possibilidade de escalar Grafite e Ricardo Bueno no ataque.

“A gente trabalhou na semana passada os dois juntos (Grafite e Ricardo Bueno) e outras opções. Eu variei bastante para que todos entendessem o objetivo de jogar dessa maneira. No meu entendimento ainda não é o momento de iniciar dessa maneira e decidi que iríamos trabalhar de uma maneira mais próxima do que eles vinham utilizando, mas com uma atitude diferente”, explicou.

Testes para grupo entender sistema

Martelotte ainda afirmou que as mudanças não eram testes para todas as posições. “Trabalhei para que todos pudessem entender o que eu estava querendo. Se tivesse que definir o time na semana passada, trabalharia com dez jogadores. Mas queria que o grupo, de um modo geral, entendesse. Havia até ontem uma dúvida sobre quem começaria o jogo e infelizmente tivemos esse problema com o Yuri. A confiança no Tiago é total. Não vejo problema nenhum nessa lateral-esquerda.”

Escalação

Com essa definição, o Santa Cruz irá a Natal com a seguinte escalação: Julio César; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; Derley, João Ananias e Thiago Primão; André Luis, João Paulo e Grafite.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Após 12 dias, Náutico volta a campo com missão de deixar de lado problemas extracampo

João de Andrade Neto /Superesportes 

A última vez que o Náutico entrou em campo foi há exatos 12 dias na derrota por 1 a 0 para o Ceará. Porém, por tudo o que o clube viveu desde então, o intervalo parece ter sido bem maior. Nesse período, a negociação do atacante Erick com o Braga foi concretizada, o clube soube que não poderá contar com a Arena de Pernambuco em outubro e o mais grave, viu o caldeirão político explodir de vez com a renúncia do presidente Ivan Brondi e de toda a sua diretoria de futebol.

Nesta quarta-feira, às 21h45, contra o Brasil-RS, quando as atenções voltam para dentro de campo, a missão dos alvirrubros é mostrar que o time conseguiu sair ileso entre os estilhaços do extracampo. Algo necessário se quiser manter a reação demonstrada nas últimas rodadas da Série B, com três vitórias nas últimas cinco partidas.

Até porque não é mistério para ninguém que o milagre de evitar o rebaixamento passa diretamente pelos pontos disputados em casa. O Náutico entra em campo ainda com o retrospecto de pior mandante da competição, somando apenas dez dos 33 pontos disputados até agora na Arena. O alento vem justamente pelas duas últimas apresentações com a presença da torcida, nas vitórias sobre Luverdense e Figueirense. As duas únicas da equipe no Recife. Ambas já sob o comando do técnico Roberto Fernandes.

"Em campeonatos de pontos corridos você escapa do rebaixamento sendo mandante. E não abro mão de que o Náutico precisa fazer jus ao seu mando de campo nesse segundo turno. Independentemente de onde jogar", destacou o comandante timbu, que em sua quinta partida no comando da equipe, mais uma vez não poderá repetir a equipe. Na defesa, com dores na coxa direita, o zagueiro Breno Calixto dificilmente terá condições de atuar. Para o seu lugar, o contestado Aislan está sobreaviso. 

Por outro lado, no ataque, o treinador contará com o retorno do atacante William, que após marcar em sua estreia pelo Timbu (na vitória sobre o Figueirense) acabou ficando de fora da partida contra o Ceará por conta de dores musculares.

Ficha do jogo

Náutico
Jefferson; Joazi, Aislan (Breno Calixto), Feliphe Gabriel e Ávila; Amaral, Diego Miranda e Giovanni; Iago (Bruno Mota), William e Gilmar. Técnico: Roberto Fernandes

Brasil
Marcelo Pitol, Éder Sciola, Evaldo, Nirley e Breno; João Afonso, Leandro Leite, Itaqui e Calyson; Juninho e Lincom. Técnico: Clemer. 

Local: Arena de Pernambuco
Horário: 21h45
Árbitro: Antônio Dib de Sousa (PI)
Assistentes: Rogério de Oliveira Braga e Mauro Cezar Evangelista (ambos do PI).
Ingressos: R$ 10 (sócio leste inferior), R$ 20 (sócio e estudante oeste inferior e não sócio leste inferior), R$ 40 (não sócio oeste inferior).

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Vanderlei Luxemburgo relembra seu 'projeto' para o Sport e cobra melhora de jogadores


O treinador voltou a lembrar do seu “projeto” num momento em que o Sport passa por instabilidade no campeonato. São quatro jogos sem vencer e uma queda na classificação. Prestes a enfrentar o Grêmio, em jogo que vai fechar a 22ª rodada, o Leão tem a possibilidade de voltar ao G6 em caso de vitória. Caso a sequência negativa não seja quebrada, a situação se complica. Atualmente, o primeiro time fora da zona de rebaixamento está a quatro pontos de distância.

Faz parte do estilo de Luxemburgo cobrar os jogadores e deixá-los cientes da responsabilidade que carregam. O treinador ressaltou, também, que lutar contra o rebaixamento é algo que está fora do seu projeto. “Os jogadores sabem da nossa proposta. Temos uma equipe qualificada. Não quero brigar por rebaixamento. Não vim para cá para isso. Se for para isso, prefiro ir embora”, afirmou o técnico. “Falo isso porque está faltando. Nosso rendimento individual e coletivo caiu, por isso tenho que cobrar”, pontuou.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Martelotte acena com Grafite e Ricardo Bueno jogando juntos no ataque do Santa Cruz

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

Marcelo Martelotte ainda não montou o time e comandou um coletivo, mas no seu segundo dia de trabalho deu para ter ideia do que o técnico deseja no Santa Cruz e deu pistas de quais podem ser seus 11 iniciais. As atividades táticas realizadas nesta quarta-feira mostraram que mudanças podem ocorrer no Tricolor do Arruda.

Em um primeiro momento, Martelotte posicionou os atletas que tem papel preponderante na marcação. Porém, não deu espaço para apenas zagueiros, laterais e volantes. O comandante coral posicionou os dois pontas para marcarem o avanços dos laterais e orientou como os oito jogadores deveriam se comportar todo o tempo. Nesta primeira parte do treinamento, esteve com Nininho, Anderson Salles, Sandro, Tiago Costa, Derley, João Ananias, André Luis e João Paulo.

Após isso, chamou os atacantes Grafite e Ricardo Bueno e dispensou os dois zagueiros. Continuou com oito atletas e neste momento a intenção era pressionar a saída de bola e saber como furar o bloqueio adversário. Em algum momento deu para escutar que ele desejava que os pontas entrassem mais por dentro para que os laterais tivessem os corredores livres para avançar. Uma formação que deu a entender ser um 4-4-2 e, em alguns momentos, até um 4-2-4. Uma definição até precoce já que foi apenas o primeiro dia posicionando a equipe.

As peças não seguiram sendo as mesmas até o fim do treinamento porque o técnico não pode contar com Ricardo Bueno até o fim da movimentação. O atleta sentiu cansaço muscular, segundo o departamento médico, e por isso deixou a movimentação. Assim, William Barbio entrou no seu posto.

Apesar dessa ausência, o técnico deu sinais que só faria duas mudanças em relação à última escalação coral e teria os seguintes 11 iniciais: Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Tiago Costa; Derley, João Ananias, João Paulo e William Barbio; Ricardo Bueno e Grafite.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Contra o Ceará no PV, Náutico quer provar que pode caminhar na Série B sem Erick

João de Andrade Neto /Superesportes 

 Para continuar a sua caminhada em busca da permanência na Série B (vem de três vitórias nos últimos quatro jogos), o Náutico tem nesta sexta-feira dois grandes desafios. O primeiro imediato. Superar o 4º colocado Ceará, no Estádio Presidente Vargas. O segundo a longo prazo. Isso porque a partida será a primeira da equipe sem o atacante Erick, negociado com o Braga-POR. Além de ser o artilheiro do time na temporada, com nove gols, o prata da casa, de 19 anos, transformou-se, em apenas oito meses como profissional, na principal referência técnica da equipe. Talento que agora ficou no passado.

No entanto, mesmo sem o jogador, o técnico Roberto Fernandes promete que a postura do Náutico não vai mudar. Até porque o próprio treinador, assim como os atletas, afirmou que o referencial para as apresentações alvirrubras daqui para frente será o da vitória por 2 a 0 sobre o Figueirense, na última rodada, na Arena de Pernambuco - a melhor do Timbu na temporada. Na Ocasião, Erick foi um dos destaques da partida, ao lado do meia Giovanni.

Para não deixar cair a força ofensiva da sua equipe, Roberto Fernandes aposta em uma nova dupla. Com Giovanni atuando pela primeira vez ao lado de Bruno Mota no meio de campo. Jogadores técnicos, mas que, em tese, diminuem o poder de marcação da equipe. Mesmo assim, o treinador alvirrubro aposta em um bom desempenho dos dois. 

"Giovanni e Bruno têm condições de atuarem juntos. Mas tudo tem no mínimo dois lados. Na mesma medida em que o Náutico ganha em uns fatores, perde em outros. A questão é ver o momento e o jogo certo para poder testar essa formação com os dois atuando juntos", afirmou, que fez questão de deixar claro que o Náutico precisa saber a caminhar sem Erick.

"Eu teria muito mais trabalho se desse algo muito errado e ele não viajasse. Se a negociação desse para trás. Com certeza a cabeça do menino viraria um trevo. A cabeça do jogador já não está mais no Náutico e não é por culpa dele, e sim da negociação. Se desse alguma coisa errada e tivesse que voltar atrás, aí sim, teríamos que conversar muito com o Erick para ele não cair de rendimento e se abater. Mas hoje, na minha cabeça, o Erick já não faz mais parte do processo", completou.

Assim, a única dúvida do treinador é na lateral esquerda, onde Ávila ainda se recupera de problemas musculares na coxa esquerda. Caso não reúna condições, o prata da casa Manoel já está de sobreaviso.

Ficha do jogo

Ceará
Éverson; Tiago Cametá, Rafael Pereira, Luiz Otávio e Romário; Richardson, Pedro Ken, Ricardinho e Lima; Lelê e Elton.
Técnico: Marcelo Chamusca
 
Náutico
Jefferson; Joazi, Breno Calixto, Feliphe Gabriel e Manoel (Henrique Ávila); Amaral, Diego Miranda, Bruno Mota e Giovanni; Iago e Gilmar. Técnico: Roberto Fernandes.

Local: Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. 
Horário: 19h15
Árbitro: Daniel Nobre Bins (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (ambos do RS)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Sport acerta com Wesley, que comemora: 'conheço a história do clube e sua grandeza'



O Sport, enfim, concretizou o desejo de ter o volante Wesley. O jogador foi anunciado como reforço do clube nesta segunda-feira, através do site oficial. Aos 30 anos, o atleta rescindiu contrato com o São Paulo e assinou com o Rubro-negro até o fim desta temporada, com preferência de renovação por para do clube recifense.

“Estou muito feliz. É uma oportunidade que eu esperava há algum tempo, a de defender o Sport. Conheço a história do clube e sua grandeza. Vou de corpo e alma para vestir essa camisa e, com certeza, vou fazer o máximo para escrever o meu nome na história do Sport”, disse Wesley, em entrevista ao site oficial do Sport.

“A torcida do Sport inflama o tempo inteiro. Tive a chance e de atuar na Ilha e vi isso de perto. Ter a oportunidade de jogar com ela a favor será especial”, acrescentou.

Wesley chega ao Sport como um pedido do técnico Vanderlei Luxemburgo. Os dois trabalharam juntos no Santos em 2007. No currículo, o atleta ainda soma passagens por Atlético-PR, Palmeiras e Werder Bremen, da Alemanha. O jogador também foi convocado duas vezes para a seleção brasileira, em 2010.

Elogios da diretoria

Responsável pela negociação, o executivo de futebol do Sport, Alexandre Faria, exaltou a condição física e tática de Wesley, que, por outro lado, era reserva no São Paulo.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Técnico repete discurso de mudanças no Santa Cruz e praticamente garante escalação

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

O técnico Givanildo Oliveira não confirmou a equipe do Santa Cruz que enfrentará o Guarani antes do último treino no Recife. Porém, deixou claro que o time precisava de uma sacudida, que no seu vocabulário também significam mudanças. Não apenas de postura, mas também de peças.

Nos treinamentos desta semana, Givanildo promoveu mudanças na defesa, meio de campo e ataque. Bruno Silva e Tiago Costa foram barrados do time titular e Sandro ganhou o posto na zaga e Yuri segue na lateral-esquerda. No meio de campo, Derley deve ter as companhias de Elicarlos e Léo Lima. No ataque, Grafite será o titular na vaga de Ricardo Bueno, que está lesionado. Assim, são seis mudanças já que Jaime e Travassos foram dispensados e Halef Pitbull não está entre os 11 iniciais.

Nesta quinta-feira o treinador repetiu o time que vem utilizando desde a última terça-feira. Tanto nas atividades táticas como nas bolas paradas o time considerado titular foi o mesmo e deve entrar em campo com a seguinte formação: Julio Cesar; Nininho, Anderson Salles, Sandro e Yuri; Derley, Elicarlos e Léo Lima; Bruno Paulo, André Luis e Grafite.

Para que todas essas mudanças ocorressem, Givanildo Oliveira teve um aliado que ultimamente era um inimigo. O tempo. Neste período de dez dias sem jogos, o trabalho de campo foi fundamental, mas a conversa também foi importante na opinião do treinador.

“Na verdade ajudou esse tempo que tivemos. Algumas mudanças eram necessárias até pelo momento que vivemos. É hora de mudar, de dar uma guinada. Procuramos mudar algumas coisas já nos treinamentos, nas conversas também. Muita gente diz que conversa não ganha jogo, mas ajuda. Nunca vi ninguém mudo. Nunca vi treinador mudo. Então é necessário. Mas eles têm que entender e assimilar.”

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Contra América, Timbu começa returno para repetir feito de Roberto Fernandes no ABC

Diego Borges /Especial para o Diario 

 Quando foi em busca de Roberto Fernandes para comandar o Náutico nesta Série B, a diretoria do Náutico, certamente, considerou como um dos principais motivos o perfil de técnico motivador e o seu histórico em evitar rebaixamentos, inclusive salvando o Timbu da queda na Série A de 2007 e na Série B de 2010. O que a diretoria talvez não tenha se dado conta é a grande semelhança entre a atual situação do Náutico nesta Série B com a do ABC de 2013, quando o treinador evitou a queda do clube potiguar.

Coincidências não faltam. Elencos jovens, apostas em pratas da casa, reformulações no meio do ano e comando de Waldemar Lemos. Estes e outros fatores são compartilhados entre o ABC de 2013 e o Náutico de 2017. Porém, nenhuma semelhança é maior que os números na virada do turno. Ambas equipes completaram os primeiros 19 jogos com 14 pontos somados e apenas três vitórias conquistadas. A chance de repetir o passado e livrar um time da degola aparece novamente às 21h30 desta sexta-feira, diante do América-MG, no estádio Independência.
Antes disso, o técnico Roberto Fernandes listou as diferenças nos dois contextos e traçou uma série de recomendações que o Náutico precisa seguir, do ‘dever de casa’ à presença da torcida, para repetir o êxito do clube alvinegro.

Elenco semelhantes

Segundo o técnico, os elencos apresentam um perfil semelhante, com atletas de potencial de crescimento no futebol. Atletas emprestados por outros clubes e pratas da casa reaproveitados fazem parte das duas realidades.

“Os atletas que participaram daquela campanha, a grande maioria deles, deram um pulo nas suas carreiras. O Renato, lateral que era do Sport e estava na reserva, acabou encaixando e foi para o Fluminense. O Giovanni Augusto, que já tinha passado no Náutico e treinava separado no Atlético-MG, dali voltou como titular para o Atlético-MG e depois foi para o Corinthians. Edson, que era um zagueiro pouquíssimo utilizado, nós transformamos ele em volante e, do ABC, foi se tornar titular no Fluminense. Muitos jogadores deram um salto na sua carreira e eram atletas com uma característica muito parecidas com o que a gente tem hoje. São jogadores promissores, mas que ainda não são uma realidade dentro do futebol.”

O que o ABC tinha que o Náutico não terá?

Mais tempo e contratações. Em 2013, Roberto Fernandes assumiu o ABC na 14ª rodada da Série B, com cinco rodadas a mais e um pouco mais de tempo que desta vez, no Náutico. Esse período também permitiu ao técnico avaliar um bom número de contratações junto à diretoria alvinegra. Possibilidade que no Náutico está reduzida a apenas três atletas e a um orçamento enxuto. “Naquela época, nós tivemos uma possibilidade que não temos hoje, que é de contratação. Pudemos fazer entre oito e dez contratações além do elenco que estava, além da saída de alguns atletas que não vinham rendendo”, comparou o técnico.

O que o ABC tinha que o Náutico pode ter?

Se impor como mandante. Antes de Roberto Fernandes assumir o ABC em 2013, o time tinha um aproveitamento de apenas 33,3% no Frasqueirão, enquanto o Timbu somou apenas 14,8% em casa, antes do treinador, nesta Série B. Após a chegada do treinador em Natal, o rendimento do ABC em casa atingiu a grande marca de 86,1%. No Náutico, o time conseguiu o seu primeiro triunfo na Arena pela Série B.

“Naquele ano, nós fizemos prevalecer o mando de campo. O ABC, em casa, venceu todos os times que estavam no G4. Chapecoense, Palmeiras, até o próprio América-MG, todo mundo. No Frasqueirão, quem mandou foi o ABC. Nós conseguimos isso aproveitamento praticamente de 100%. E fora de casa conseguimos, em nove jogos, 'beliscar’ duas vitórias que foram o suficiente. Tanto que, no último jogo, fizemos um 'amistoso' fora de casa. A gente tinha escapado com uma rodada de antecedência, mesmo com essa crise em que o time estava”, lembrou Roberto Fernandes.

Outro fator fundamental é a ajuda da torcida. Nos sete primeiros jogos no Frasqueirão, estádio com capacidade até cerca de 18 mil espectadores, a média por partida era de 1.985 torcedores. Com o treinador, o número praticamente triplicou, atingindo a média de 6.064 torcedores por jogo, chegando a suportar 15.636 na partida contra o Palmeiras. Hoje, no Náutico, a média do primeiro turno fechou em 4,5 mil - além do jogo de portões fechados na estreia. “A torcida fez toda a diferença. Nós tivemos uma superlotação no Frasqueirão em praticamente todos os nossos jogos, principalmente nos decisivos”, afirma o técnico.

ABC sem Roberto Fernandes

Total - 1V 4E 8D - 17,9% de aproveitamento
Casa - 1V 4E 2D -  33,3% de aproveitamento
Média de Público: 1.985 torcedores

ABC com Roberto Fernandes

Total - 12V  3E  10D -  3900/75 - 52%
Casa - 10V 1E 1D - 3100/36 - 86,1%
Média de Público: 6.064 torcedores

Ficha do jogo

América-MG

João Ricardo; Zé Ricardo, Messias, Rafael Lima e Giovanni; Juninho, Ernandes, Renan Oliveira e Matheusinho; Luan e Hugo Almeida. Técnico: Ederson Moreira.

Náutico

David, Feliphe Gabriel, Breno Calixto e Manoel; Amaral, Willian Schuster (Aislan), Diego Miranda e Bruno Mota; Erick e Gilma. Técnico: Roberto Fernandes.
Local: Arena Independência (Belo Horizonte). Horário: 21h30. Árbitro: Rodolpho Marques (PR/Fifa). Assistentes: Rafael Trombeta (PR) e Victor Hugo Santos (PR).

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Santa Cruz sofre virada no Arruda, perde para o Criciúma e pode ir parar no Z4

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

 Agonia é a palavra que define o momento do Santa Cruz na Série B. Há cinco jogos sem vencer, o time viu a crise aumentar, rodada a rodada, até chegar ao seu momento mais crítico na noite desta terça-feira. A derrota para o Criciúma por 2 a 1 deixou a equipe numa situação muito delicada, com a possibilidade de terminar a rodada na zona de rebaixamento. Basta o Figueirense vencer o Goiás, no próximo sábado.

 A estrutura com quatro atacantes e dois volantes foi a melhor que o técnico Givanildo Oliveira conseguiu armar com as peças à disposição. Tática que exigiu sacrifícios de algumas peças, como Ricardo Bueno. A missão do atacante era atuar mais recuado, funcionando como o principal armador do time. No início, o “sacrifício” foi em vão. O Criciúma começou a mostrar que não esperaria o Santa Cruz atacar. Logo no início, já pressionava, parecia jogar em casa.

Os catarinenses ameaçavam mais. Entretanto, num lance isolado, a aposta de Givanildo deu resultado. Aos 28 minutos, Ricardo Bueno, com extrema categoria, deu um passe por cima da defesa para Yuri, que fazia sua estreia pelo Santa Cruz. O lateral tocou para trás e encontrou André Luis livre. O camisa 97 só empurrou para o fundo das redes. Na comemoração, protagonizou um lance bizarro. Ao tentar ir ao encontro da torcida, bateu na placa de publicidade e caiu de mal jeito. Recebeu atendimento e retornou ao jogo. O gol foi um lance isolado no primeiro tempo. Além dele, o Santa finalizou apenas mais uma vez, com Ricardo Bueno.

O gol foi um lance isolado no primeiro tempo. Além dele, apenas uma finalização do atacante Ricardo Bueno forçou o goleiro Luiz a trabalhar. O Santa Cruz segue sentindo a falta de um meia que possa armar o time - e Givanildo Oliveira não tem opções válidas em campo. Para piorar a situação, os volantes João Ananias e Derley tiveram dificuldades em sair com a bola e os zagueiro Jaime e Bruno Silva buscavam lançamentos longos, buscando jogadores mais ofensivo. Situação rotineira na equipe coral.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Náutico encaminha saída de 4 atletas e time para enfrentar Luverdense ganha novidade


Às vésperas de entrar em campo pela 19ª rodada da Série A, o elenco sofreu quatro alterações. Para ser mais direto: quatro saídas. Deixam o Timbu os meias Igor Neves, Esquerdinha e Matheus da Cunha, além do lateral-esquerdo Jeanderson, que era cotado para entrar em campo na noite desta sexta-feira, contra o Luverdense, na Arena de Pernambuco.

O caso mais emblemático é o do meia Esquerdinha. O jogador já havia deixado o Timbu recentemente, foi para o Fortaleza, onde foi pouco aproveitado, e voltou para o CT Wilson Campos. No Náutico, mais uma vez, ficou escanteado. Só entrou em campo duas vezes e não foi bem. Matheus da Cunha chegou a ser anunciado, mas sequer assinou contrato e também deixa o clube. Prata da casa, Igor Neves, que só jogou uma partida em 2017, pediu para sair e deve tentar a carreira fora do Brasil, provavelmente em Portugal.

Já a saída de Jeanderson, contratado já em meio à disputa da Série B, deve ter pego o torcedor alvirrubro de surpresa. Com oito apresentações pelo clube, em nenhum momento o lateral agradou. Porém, sem Ávila, machucado, e Manoel, suspenso, o atleta era o único especialista da posição à disposição para o técnico Roberto Fernandes. A diretoria, todavia, optou por não dar outra oportunidade ao jogador.

Substituto

Sem Jeanderson, o mais provável é que Roberto Fernandes faça uma improvisação na lateral esquerda. O zagueiro prata da casa Phelipe Gabriel, titular absoluto neste Brasileiro, deve ser deslocado para a lateral. Assim, o zagueiro Aislan deve fazer a dupla de zaga ao lado de Breno Calixto. Outra novidade que deve pintar nesta noite é a presença do volante Renan Paulino no banco de reservas. O atleta não vinha sendo utilizado pelo ex-técnico Beto Campos.

Assim, o provável time que entrará em campo nesta noite é: Tiago Cardoso; David, Breno Calixto, Aislan e Feliphe Gabriel; Jobson (Darlan), Diego Miranda e Bruno Motta; Erick, Iago e Gilmar.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sport mira melhor rendimento no exterior na 'Sula' por classificação diante do Arsenal

Yuri de Lira /Diario de Pernambuco 

Se quiser avançar de fase sem transtornos na Copa Sul-Americana, o Sport precisará superar o seu próprio retrospecto em partidas fora do Brasil na competição. Às 19h15 desta quinta-feira, o Rubro-negro tem o embate de volta com o Arsenal de Sarandí, agora na Argentina. A vantagem de 2 a 0, construída na Ilha do Retiro, é bem razoável. Mas o desempenho do Leão em território estrangeiro ao longo da história do torneio é desanimador. Todos os resultados que obteve nos países vizinhos até agora levariam o jogo desta noite aos pênaltis ou a sua eliminação.

O Sport atuou três vezes fora do Brasil na Sul-Americana. Perdeu todas elas. Em 2013, em Assunção, foi derrotado pelo Libertad-PAR: 2 a 0 na primeira partida entre os times. Caso repetido agora, o resultado faria com que o jogo com Arsenal fosse decidido nas penalidades máximas, uma apreensão já vivida pela equipe pernambucana na etapa anterior desta edição da Sula.

Na primeira fase, o Leão teve que decidir a sua vida na marca da cal diante do Danubio-URU. Após ter ganho por 3 a 0 em casa, a equipe uruguaia devolveu o placar em Montevidéu, e o Rubro-negro só se classificou para esta segunda parte da competição graças ao goleiro Magrão, autor da defesa de dois pênaltis. Um novo 3 a 0, porém, representaria o fim do sonho da conquista da Sul-Americana. Em 2015, o Sport também sofreu outro 3 a 0. O carrasco foi o Huracán-ARG, em Buenos Aires, depois de empate em 1 a 1, na Ilha. 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Santa Cruz demonstra evolução defensiva após mudança no comando técnico

Rafael Brasileiro /Diario de Pernambuco 

Em quatro jogos com Givanildo Oliveira no comando do Santa Cruz, a equipe vem conseguindo algo que só havia alcançado uma vez nas 11 primeiras rodadas. Não sofrer gols. Em três partidas sob o comando do Rei do Acesso, o Tricolor do Arruda saiu sem Julio Cesar ser vazado. Algo fundamental para manter o objetivo do acesso vivo.

Nos poucos dias que teve de trabalho até o momento, Givanildo mostrou uma atenção especial com a defesa. No seu primeiro treino, ficou a maioria do tempo ajustando o posicionamento defensivo e orientando os defensores. Quando consegue reunir o elenco nas vésperas de jogos, não é apenas o velho rachão que ele comanda. O treinador dá atenção especial às bolas paradas e o posicionamento defensivo sempre é o mais cobrado.

Questionado sobre o que mudou, Givanildo afirmou que apenas orientou os atletas, até porque não teve chance de comandar nada além de um coletivo. “Não é o que eu fiz diferente. Não posso dizer isso, até porque não tive treinos. Mostrei situações para eles, até jogos. Esse lance é importante. Primeiro não vou tomar gol. Se não tomar gol está meio a zero. Muito gente acha que é retranca, mas você tem que saber se defender. Temos que ter o cuidado. A gente avisa, mostra algumas situações de jogo e mostra o posicionamento que é muito importante.”

Um dos poucos pontos que Givanildo Oliveira conseguiu trabalhar um pouco mais foram as bolas paradas. Ele comentou que é um dos fatores que dá mais atenção pelo poder de decisão que esse tipo de jogada tem nas partidas. “Vocês falam tanto de bola parada e nós também ficamos malucos quando sofremos gols de bola parada. Tem mérito do adversário e tem mérito nosso também quando marcamos."

No desenho tático ainda não houve mudança drástica e a resposta para uma melhora tão positiva, em pouco tempo, talvez esteja justamente na simplicidade. Ao menos é assim que o volante João Ananias, que ainda nem jogou, mas é velho conhecido de Givanildo, acredita que o técnico tenha mudado a defesa e o time do Santa Cruz.

“Ele faz o simples. Tanto no Náutico, como no Santa ele pede para fazer o simples e acho que é difícil hoje fazer o simples. Ele sempre esteve desse lado e sabe o melhor que é a simplicidade”, justifica o volante.

Os números defensivos do Santa Cruz na Série B

Antes de Givanildo
11 jogos
14 gols sofridos
1,27 gol sofrido por jogo

Após Givanildo
4 jogos
2 gols sofridos
0,5 gol sofrido por jogo

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Contra a Chape, Sport busca série de vitórias que não repete desde 2000 na Série A

Yuri de Lira /Diario de Pernambuco 

O Sport pode quebrar um longo tabu na Série A. Desde 2000, o Leão não consegue somar quatro vitórias consecutivas na competição. Sob o comando do técnico Vanderlei Luxemburgo, o Rubro-negro vive o seu melhor momento no ano. Somada a conquista do Estadual, a vitória na Sul-Americana e ainda vem de três triunfos seguidos no Brasileirão que o alçaram ao G6 na rodada passada. Poderá agora ampliar a sequência positiva e igualar o feito de 17 anos atrás se vencer a Chapecoense a partir das 19h30 desta quinta-feira, na Arena de Pernambuco. De quebra, ainda subirá para o quinto lugar em caso de novo triunfo.

Em 2000, durante a Copa João Havelange, o Sport conseguiu duas vezes vencer quatro jogos seguidos. Primeiro, diante de Fluminense, Santa Cruz, Gama e Flamengo. A série foi encerrada com um empate em casa com o Botafogo. Depois, emplacou outra série entre o penúltimo jogo da primeira fase e a segunda partida das oitavas de final.

As sequências não foram as melhores do Leão na história da Série A. Em 1985, o time chegou a obter cinco triunfos subsequentes entre a sexta e a décima rodadas. Antes já tinha ganho consecutivamente entre a primeira e a quarta partida do mesmo campeonato. Ali, o Sport jogava a fase regionalizada, contra equipes do Norte e Nordeste.

No ano passado, o Rubro-negro teve até a chance de emendar as quatro vitórias - o que ainda não fez na era dos pontos corridos na Série A com 20 clubes, em vigor desde 2006. Teve o objetivo frustrado ao empatar em 2 a 2 com o América-MG pela 18ª rodada, após ter batido Grêmio (4 a 2), Cruzeiro (2 a 1) e Atlético-PR (2 a 0). Àquela altura, o time pernambucano vinha de uma reação e havia acabado de deixar a zona do rebaixamento. Hoje, com um terço do Brasileirão decorrido, a equipe se mantém afastada do Z4 e nutre o sonho da vaga na Libertadores.

Time

Não se sabe se Diego Souza retornará à titularidade. Disputa vaga com Everton Felipe, Osvaldo e Mena. A dúvida no Sport é o volante Patrick, em observação após entorse no tornozelo. Se não puder atuar, Rodrigo o substiuirá.

Adversário

A Chape agora é comandada pelo ex-tricolor Vinícius Eutrópio, demitido do Santa Cruz no início do mês passado. O técnico reestreou pelo Verdão do Oeste na rodada passada, empatando em casa com o Atlético-PR, em 1 a 1. Sem ganhar há cinco jogos no Brasileirão, o time catarinense ainda tenta se distanciar da zona de rebaixamento.

As melhores sequências de vitórias do Sport na história do Brasileirão:

2000

Sport 3 x 2 Fluminense 14
Santa Cruz 0 x 3 Sport
Sport 3 x 0 Gama
Flamengo 1 x 2 Sport
Encerada em:
Sport 2 x 2 Botafogo

Sport 1 x 0 América-MG
Atlético-MG 0 x 6 Sport
Remo 1 x 2 Sport
Sport 1 x 0 Remo
Encerrada em:
Grêmio 2 x 1 Sport

1985

Flamengo-PI 0 x 1 Sport
Sampaio Corrêa 2 x 4 Sport
Sport 5 x 1 Paysandu
Sport 2 x 0 Remo
Encerrada em:
Sport 1 x 2 Botafogo-PB

Sport 3 x 0 ABC
Sport 4 x 0 Sergipe
Sport 1 x 0 Ceará
CSA 0 x 2 Sport
Sport 1 x 0 Nacional
Encerrada em:
Mixto 2 x 1 Sport

Ficha do jogo

Sport

Magrão; Samuel Xavier; Henríquez, Ronaldo Alves e Sander; Patrick (Rodrigo), Rithely, Everton Felipe (Diego Souza), Osvaldo e Mena; André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Chapecoense

Jandrei, Apodi, Grolli, Victor Ramos e Reinaldo; Girotto, Lucas Mineiro e Lucas Marques; Rossi, Arthur e Wellington Paulista. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Estádio:
Arena de Pernambuco (São Lourenço da Mata-PE). Horário: 19h30. Árbitro: Dyorgines Jose Padovani de Andrade (ES). Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Vanderson Antonio Zanotti (ES). Ingressos: R$ 15 (anel superior leste), R$ 20 (anel inferior leste), R$ 40 (anel inferior sul) e R$ 50 (assento premium).

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sul-Americana: tudo que você precisa saber sobre Sport x Arsenal de Sarandí-ARG

Por GloboEsporte.com, Recife

 Toda eliminatória de ida e volta, dizem, é um duelo de 180 minutos. Os primeiros 90 de Sport x Arsenal de Sarandí-ARG, pela segunda fase da Copa Sul-Americana, acontecem nesta quinta-feira, às 21h45, na Ilha do Retiro. O Leão deseja abrir vantagem para sofrer menos em Sarandí. Os argentinos esperam minimizar os riscos e levar a decisão para o segundo confronto - em casa.